18/10/2017

Conheça a trágica historia e Joseph Merrick, o ''Homem Elefante''

Se você for um cinéfilo de carteirinha, então deve conhecer o premiado filme “O Homem Elefante”, dirigido por David Lynch e lançado em 1980. Pois, caso você não saiba, o enredo foi baseado na história real de um jovem britânico de nome Joseph Merrick, que acabou ficando conhecido por esse triste apelido por conta de sua aparência física — deformada provavelmente devido a uma condição genética chamada Síndrome de von Recklinghausen ou Neurofibromatose Tipo I.

Vida trágica

Filho de Mary Jane Potterton e Joseph Rockley Merrick, Joseph nasceu em agosto de 1862, em Leicester, e começou a apresentar os primeiros sinais de sua condição aos três anos de idade, quando começaram a surgir pequenas calosidades na parte esquerda de seu corpo. Com o tempo, Joseph foi se tornando gradativamente mais deformado, até que seus movimentos e fala fossem seriamente prejudicados. Para piorar, o menino só podia dormir sentando, por causa do crescente peso de sua cabeça, e sofreu uma lesão no quadril que o deixou manco. inherit;">Infelizmente não acertamos na suges

O Homem ElefanteJoseph Merrick (Wikimedia Commons/Domínio Público)
Na época, ninguém sabia o que o menino tinha, mas a mãe dele se lembrava de ter esbarrado em um elefante enquanto estava grávida, durante um passeio em uma feira de exposições, e não demorou até atribuir o problema ao encontro com o animal. Seja como for, Mary Jane sempre cuidou muito bem do menino, e o filho, que sofreu incontáveis humilhações e horrores por conta da aparência, se apegou muito à mãe.
Infelizmente, Mary Jane faleceu quando Joseph tinha apenas 11 anos de idade em decorrência de uma pneumonia e, partir daí, a vida do menino só piorou. Seu pai se casou um ano e meio após a morte de Mary, e a madrasta simplesmente detestava o enteado deformado. A mulher inclusive obrigava o garoto a trabalhar em troca de comida.
Homem Elefante Joseph MerrickJoseph Merrick (Wikimedia Commons/Domínio Público)
Joseph “pai” não demorou em entrar na onda da nova esposa e também começou a desprezar o filho. E as relações familiares se deterioraram conforme a condição de Joseph (filho) foi piorando e prejudicando cada vez mais sua mobilidade de capacidade de se comunicar e trabalhar. Vítima de maus-tratos, o garoto fugiu de casa aos 16 anos e, depois de passar algum tempo vivendo nas ruas, foi acolhido por um tio.
No entanto, a estadia com o pobre homem não durou muito, já que ele não tinha como sustentar o sobrinho, e Joseph teve que partir. Então com 17 anos, o garoto arranjou um lugar para ficar em um abrigo de Leicester, mas, eventualmente, ele chegou à conclusão que a única saída que havia era tirar proveito de sua condição e se apresentar como aberração.

Atração infeliz

Sua carreira começou em 1884, quando Joseph começou a trabalhar para um homem chamado Sam Torr como parte de um grupo itinerante que se apresentava pela Inglaterra. Então, durante sua passagem por Londres, Joseph — que já havia adotado o nome artístico de “Homem Elefante” — conheceu Tom Norman, um cara que era dono de um local que exibia aberrações e ofereceu a ele um emprego e um lugar para ficar.
Homem Elefante  Joseph MerrickJoseph Merrick (Wikimedia Commons/Domínio Público) 
Joseph ganhou certa notoriedade enquanto esteve sob a tutela de Norman, e foi também nessa época que o médico Frederick Treves se interessou pelo caso do Homem Elefante. Joseph concordou em ser examinado e, depois de passar por uma série de análises, medições e testes, se cansou de ser o “ratinho de laboratório” do cientista e voltou a se apresentar. O problema é que no final do século 19, os shows de aberrações começaram a ser proibidos na Inglaterra, e Joseph foi obrigado a juntar suas economias e tentar a vida viajando pela Europa.
Tragicamente, as coisas não deram muito certo para o Homem Elefante: quando chegou à Bélgica, isso em 1886, o homem que seria seu agente roubou todo o seu dinheiro e fugiu, deixando Joseph abandonado em um país estranho. O azarado conseguiu ajuda para voltar à Inglaterra, mas, ao chegar, enquanto pedia esmolas para retornar a Leicester, sua abominável causou comoção e Joseph acabou sendo preso.
Frederick Treves Dr. Frederick Treves (Wikimedia Commons/Domínio Público)
Com ele, os policiais encontraram o cartão de Treves, o médico que o havia examinado, e lá foi Joseph com o cientista para o hospital onde Frederick trabalhava. O bom homem lançou uma campanha para arrecadar fundos para ajudar o Homem Elefante e a iniciativa foi um sucesso. Com o dinheiro conseguido por meio de doações, a instituição tinha o suficiente para cuidar de Joseph até o fim de sua vida, e duas salas foram adaptadas para que ele pudesse viver longe dos olhares e humilhações do mundo exterior.
Mas Joseph não pode aproveitar a recém-conquistada tranquilidade por muito tempo. Nos últimos anos de vida, sua saúde se deteriorou bastante, e ele foi encontrado morto em sua cama no dia 11 de abril de 1890. O Homem Elefante tinha apenas 27 anos de idade e, curiosamente, ele não faleceu por causa de uma doença específica: a necropsia revelou que ele provavelmente tentou dormir deitado, mas seu pescoço, que não era capaz de suportar o peso da cabeça, sofreu um deslocamento durante o sono.
Fonte: Mega Curioso

12/10/2017

27/09/2017

A Verdadeira História: The Bye Bye Man E ‘Nunca Diga Seu Nome’

Em Janeiro estreiou nos Estados Unidos The Bye Bye Man, que no Brasil recebeu o título de Nunca Diga Seu Nome. O filme conta a história de três amigos que se mudam para antiga casa e que descobrem – sempre da pior maneira possível – a respeito de uma entidade sobrenatural sinistra conhecida como The Bye Bye Man.
Os primeiros trailers de Nunca Diga Seu Nome anunciavam que o filme era mais um dos vários ditos baseados em fatos reais e, logo de cara, nós fomos atrás dos tais eventos que supostamente teriam inspirado o filme.
De início não se tinha muita coisa e tudo que sabíamos era que o filme toma como base um conto escrito por Robert Damon Schneck, intitulado The Bridge to Body Island, inicialmente publicado no livro de não-ficção The President’s Vampire: Strange-but-True Tales of the United States of America. Coincidentemente, com o lançamento do filme, o livro passou a se chamar The Bye Bye Man: And Other Strange-but-True Tales.
Schneck é conhecido no meio literário como um historiador de fenômenos estranhos e sobrenaturais e seu livro, The Bye Bye Man (The President’s Vampire), basicamente é uma coletânea de alguns casos documentados e/ou relatados que o autor investiga de forma bem imparcial, apresentando algumas explicações para os eventos e suas possíveis relações com o mundo real.

O Que Diz o Livro:

The President's Vampire: Strange-but-True Tales of the United States of America - Robert Damon SchneckAssim como no filme, The Bridge to Body Island conta a história de três estudantes universitários de Wisconsin que passaram a testemunhar eventos estranhos, depois de brincarem com um tabuleiro Ouija que lhes revelou o nome do personagem título do filme. Um serial killer albino e psíquico que viveu em Louisiana no século 20 conhecido como The Bye Bye Man.
A grande questão é que Schneck abre sua história da seguinte forma:
“Esta história é diferente de todos as outras neste livro.
Primeiro, a fonte é um amigo íntimo… “
Ou seja: Um amigo contou uma história assustadora para o autor que decidiu investigar e escrever uma história a respeito do assunto. Afirmar que é uma história real na verdade é um pouco arriscado e vai depender muito da vontade de acreditar de cada um.
Schneck deixa claro que um rapaz que ele chama de Eli escreveu o relato na terceira pessoa e que ele [Schneck] alterou todos os nomes dos envolvidos.

A História


Centro da cidade de Sun Prairie, WI (crédito: Royalbroil)

Durante o inverno de 1990, na pequena cidade de Sun Prairie, Wisconsin, um estudante universitário chamado Elirecebeu de um amigo de infância um tabuleiro Ouija cujo o rapaz havia encontrado em seu sótão. Eli sempre foi muito interessado pelo sobrenatural, ao ponto de ter estudado parapsicologia e imediatamente se interessou pelo objeto.
Seus dois melhores amigos, Katherine e John, dividiam o mesmo interesse e os três frequentemente visitavam os cemitérios da região e colecionavam histórias locais e lendas urbanas. Portanto, não demorou muito para que os três passassem horas tentando se comunicar com o outro lado através do tabuleiro.
Depois de muitas tentativas fracassadas, finalmente a coisas começaram a acontecer e o tabuleiro começou a se mexer. Os três fizeram contato com várias entidades diferentes e inicialmente as primeiras mensagens eram bem positivas, falando sobre coisas como o amor e pensamentos mais elevados.
Porém os três só podiam se comunicar com os espíritos permitidos por uma entidade principal chamada “O Espírito do Tabuleiro” e eles queriam mais do que isso. O trio queria se comunicar com um espírito de uma pessoa real, que eles pudessem comprovar ter existido, mas eram sempre advertidos pelo “O Espírito do Tabuleiro” de que isso poderia ser muito perigoso.
Independentemente dos alertas eles seguiram em frente e passaram a se comunicar com outras entidades. Depois de um tempo elas os avisaram de que havia uma outra entidade específica que estava tentando entrar contato com eles. Porém ela não só era humana, como também ainda estava viva. Uma entidade que os espíritos não ousavam mencionar o nome.
Katherine ficou muito assustada e os três decidiram não se comunicar com a tal entidade, mas, em vez disso, decidiram extrair dos espíritos a maior quantidade de informações para que eles pudessem pesquisar e confirmar sua existência.
O trio pressionou e em um dado momento todos os espíritos desapareceram, exceto pelo “O Espírito do Tabuleiro” que inicialmente lhes contou algumas coisas bem vagas, mas depois de muita insistência ele acabou revelando tudo que sabia a respeito da entidade que ele chamou de The Bye Bye Man.

The Bye Bye Man


The Bye Bye Man - A Verdadeira História
Foto Promocional: Nunca Diga Seu Nome (The Bye Bye Man) © STX Entertainment

The Bye Bye Man na verdade não era um espírito, mas sim um homem que nasceu em 1912 em Algiers, Louisiana. Albino e cego de nascença, logo cedo ele foi colocado em um orfanato por seus pais que não podiam cuidar da criança. Ele cresceu na instituição mas fugia frequentemente. Dada sua aparência incomum ele era rapidamente encontrado e devolvido ao orfanato. Quando chegou à adolescência, uma enfermeira tentou impedi-lo de escapar e mais tarde seu corpo foi encontrado rasgado por uma tesoura. Depois disso ele desapareceu e nunca mais se ouviu falar nele.
Logo começaram a circular rumores de um albino cego que aparentemente viajava clandestinamente pelas ferrovias do Sul, uma figura cuja aparição geralmente coincidia com a descoberta de um cadáver mutilado ao lado dos trilhos. O tempo passou e uma lenda surgiu entre as pessoas que viviam e trabalhavam ao longo das ferrovias. Tarde da noite eles contavam sobre a horrenda figura branca vista à luz de fogueiras de moradores de rua, ou através de uma névoa de fumaça em um pátio. Em sua mão pálida e óssea ele carrega um saco cheio de órgãos tirados dos corpos de suas vítimas.
Ele se envolveu com magia negra e se tornou uma espécie de monstro que desenvolveu um nome e se tornou uma figura folclórica, nos mesmo moldes de Candyman.
The Bye Bye Man começou usar as línguas e olhos de suas vítimas para montar um animal de estimação que passou a agir como seus olhos. O animal emitia um som assim que encontrava uma vítima em potencial e então o homem iria atrás delas.
Em um determinado ponto ele desenvolveu um tipo de telepatia e passou a encontrar suas vítimas de uma maneira diferente. Sempre que alguém pensasse ou se concentrasse em seu nome, ele era capaz de sentir onde a pessoa estava e ia atrás dela.
Aos três inclusive foi revelada uma “receita” que ajudaria o The Bye Bye Man a encontrá-los mais facilmente.
Então Eli perguntou: “Onde o The Bye Bye Man está agora?” E a resposta vinda do tabuleiro foi simplesmente aterradora:
— Em Chicago. Ele está ciente da existência de vocês e está vindo para cá.
Foi aí que Katherine surtou de vez e os três decidiram nunca mais usar o tabuleiro.

Algum Tempo Depois…


Foto Promocional: Nunca Diga Seu Nome (The Bye Bye Man) © STX Entertainment

Pouco depois de terem deixado o tabuleiro de lado, Katherine e John passaram a acordar no meio da madrugada, sempre às 3h00 da manhã, tomados de uma grande angustia. Porém, pelo que parece, Eli relevou a coincidência creditando à isso o fato de que Katherine sempre sofrera de ataques de pânico e que John havia recentemente trocado de turno em seu emprego.
Uma noite, Eli e Katherine foram à um show em WausauWisconsin e decidiram passar por uma ponte ferroviária que se ligava à uma ilha no meio do Rio Winsconsin, chamada Barker Stewart Island. A ilha também é conhecida como Body Island, por causa dos corpos dos lenhadores que sempre desaguavam em suas margens. No passado muitos deles se afogavam tentando desprender troncos que bloqueavam o rio.

Ponte para Body Island em Wasau, WI (Robert Schneck)

Enquanto passavam pelos trilhos, Eli viu algo que chamou sua atenção e se afastou por alguns instantes. Enquanto ele estava ausente, Katherine ouviu um som estranho. Um apito que ficou mais alto e mais alto. Quando Eli retornou ela estava tendo um verdadeiro ataque de pânico e os dois decidiram voltar.
Naquela mesma noite, John teve problemas para dormir e quando finalmente pegou no sono, foi acordado por uma batida em sua porta com uma voz que dizia: “Vamos John, vamos sair para o café da manhã“, John se levantou e percebeu que estava escuro – era no meio da noite. A batida veio novamente. Paralisado de medo, ele caiu no chão de onde notou duas sombras pela fenda debaixo da porta. Uma alta e uma pequena. Ele ficou lá o resto da noite.
O que teria acontecido se ele tivesse aberto a porta?



Conclusão

Logo depois do relato de EliSchneck declara que a história – assim como a grande maioria das histórias desse tipo – não tem uma conclusão satisfatória e lembra que Eli recontou eventos que se passaram há muitos anos e que, portanto, estavam suscetíveis a distorções e lapsos de memória. Schneck inclusive menciona que Eli revelou que John não se lembrava de ter checado a hora exata em que geralmente acordava no meio da noite. Apenas que estava escuro.
Schneck segue verificando alguns fatos e provendo algumas possíveis explicações para os eventos descritos na história, chegando a vincular os crimes atribuídos ao The Bye Bye Man à um serial killer que agiu na região nos anos 30. Mas ele mesmo admite que em alguns pontos não foi tão fundo quanto poderia.
Quanto a Eli, acredita-se que se trata de Elliot Madison, co-fundador da White Crow Society, uma instituição da qual Robert Damon Schneck é diretor e que se dedica a ajudar e a educar pessoas que vivenciaram algum tipo de evento paranormal.
Como já foi dito mais acima, seria arriscado demais afirmar que a história do The Bye Bye Man de fato é real. A crença no relato vai depender muito da vontade de cada um. Mas que a história é de arrepiar, isso é.

Fonte: Terrorama

20/09/2017

16/09/2017

Amityville: o que realmente aconteceu na famosa casa assombrada?

Os crimes

Os assassinatos aconteceram na noite do dia 13 de novembro de 1974, quando seis membros da família DeFeo foram mortos na casa, situada na 112 Ocean Avenue, no vilarejo de 
Amityville, em Nova York. Entre as vítimas estavam os pais, Ronald e Louise, e quatro filhos do casal, Dawn, de 18 anos, Allison, de 13, Marc, de 12 anos, e John, de 9. Todos foram mortos a tiros enquanto dormiam, e o único sobrevivente do massacre foi o filho mais velho, Ronald Jr. — cujo apelido era Butch —, de 23 anos.

Ronald e Louise levaram dois tiros cada um, enquanto os filhos do casal foram assassinados com um único disparo. Butch foi levado à delegacia para interrogatório e, apesar de negar seu envolvimento nos crimes em um primeiro momento, inconsistências em sua história levaram os policiais a pressioná-lo. Então, no dia seguinte, Butch confessou ter cometido os assassinatos.
Os crimes tiveram uma enorme repercussão na época 
O rapaz foi julgado no ano seguinte e, durante o processo, seu advogado alegou que ele sofria de insanidade e que os crimes teriam sido motivados por vozes que Butch ouvia em sua cabeça. Um psiquiatra contratado para avaliar o jovem chegou a apoiar essa versão e diagnosticou o acusado — que também era usuário de drogas como LSD e heroína — com transtorno de personalidade antissocial.
Butch quando foi preso pelas autoridades
No entanto, o especialista também disse que Butch sabia o que estava fazendo quando cometeu os assassinatos. Assim, no final de 1975, Ronald DeFeo Jr. foi considerado culpado dos crimes e condenado a seis penas consecutivas de 25 anos cada uma. Mas, havia algumas coisas estranhas relacionadas ao caso...

Inconsistências

As seis vítimas foram encontradas mortas em suas camas, e não havia nenhum sinal de luta nas cenas dos crimes. Além disso, as necropsias realizadas nos corpos não revelaram a presença de qualquer sedativo nos organismos dos integrantes da família, e Butch foi a única pessoa condenada pelos assassinatos.
A famosa casa na noite dos crimes
Os investigadores da época concluíram que a família estava dormindo no momento em que os assassinatos aconteceram. Entretanto, como Butch teria conseguido balear seus pais e quatro irmãos sem que ninguém na casa acordasse com os tiros e reagisse à matança? Teria ele contado com uma ajudinha sobrenatural — e muito maligna — no fim das contas?
Um dos corpos das vítimas sendo levado pelas autoridades
Butch fez várias confissões ao longo dos anos, e a mais consistente aconteceu no final do ano 2000, durante uma entrevista com Ric Osuna, autor de um livro sobre os assassinatos. Segundo Butch, seu pai era extremamente abusivo com a família, e Dawn, a irmã de 18 anos, foi quem teve a ideia de matar o pais. Ela estava especialmente irritada com Ronald, que a havia proibido de se encontrar com um namorado na Flórida.

Noite sangrenta

A ideia de matar a família surgiu na véspera dos crimes, enquanto Bucth e Dawn bebiam e usavam drogas com dois amigos no porão da casa. O rapaz disse que primeiro se negou a participar, mas acabou cedendo, e a dupla convidou o par de cúmplices para participar do massacre.
Então, enquanto um dos amigos ficou de guarda, o trio começou a matança por Ronald e Louise — que se encontravam na cama quando foram surpreendidos pelos tiros. Originalmente, o plano era assasinar apenas o casal e levar os irmãos à casa dos avós no Brooklyn. Mas a coisa acabou saindo do controle.
Diagrama mostrando como John, Marc, Allison, Louise e Ronald foram encontrados
De acordo com Butch, o amigo que estava com ele e Dawn se desesperou e fugiu do local e, enquanto ele foi atrás do jovem, sua irmã saiu matando o resto da família. Dawn teria decidido assassinar as crianças para eliminar testemunhas e evitar possíveis ameaças. Segundo disse, ela forçou Marc e John a deitar de bruços antes de atirar, e matou Allison com um tiro no rosto.
Diagrama que mostra como o cadáver de Dawn foi encontrado
Quando Butch retornou à casa e se deparou com a cena, ele e Dawn se envolveram em uma acalorada discussão que culminou em uma luta pelo rifle que ela empunhava. A moça desmaiou e, enquanto estava inconsciente em sua cama, Butch posicionou a arma em sua cabeça e disparou. Em resumo, nenhum espírito maligno ou entidade demoníaca teve participação nos crimes, e os dois supostos cúmplices nunca foram incriminados.

Mas, e o papo da assombração?

Depois de ser preso, como Butch perdeu o direito de herdar a residência da família, ela foi posta à venda e, apenas um ano após os crimes, George e Kathy Lutz compraram a casa e se mudaram para lá com os três filhos.
A família Lutz
Segundo a família, durante o tempo em que estiveram na casa, eles testemunharam aparições de figuras demoníacas, ouviram vozes de espíritos malignos, encontraram crucifixos invertidos pelos cômodos, presenciaram um sem-fim de atividades sobrenaturais e afirmaram ver uma meleca verde escorrendo pelas paredes. Os novos moradores, aterrorizados, decidiram abandonar o local apenas quatro semanas após terem ocupado a residência.
As experiências se transformaram em um livro de autoria de Jay Anson, que foi lançado em 1977, e que serviu de base para a produção do primeiro filme de terror sobre a casa, de 1979. No entanto, especialistas que investigaram o local e avaliaram as informações relatadas tanto pela família como nos arquivos policiais — e também no longa! — exaustivamente não encontraram nenhuma explicação razoável para os fenômenos.
Os Lutz mantiveram a versão de que suas experiências eram reais durante anos — período no qual eles ganharam uma verdadeira fortuna com os direitos sobre a história e os filmes baseados no caso. Mas a confirmação de que tudo não passava de armação aconteceu quando o advogado de Butch admitiu que a história de terror não passava de balela, e que havia sido inventada por ele e os Lutz com o auxílio de várias garrafas de vinho — mas sem a participação de nenhum fantasma.
Fonte: Mega Curioso

06/09/2017

Me queima

Resultado de imagem para pessoa pegando fogo
ATENÇÃO : ESSA SÉRIE/CREEPYPASTA É +18. CONTÉM CONTEÚDO ADULTO E/OU CHOCANTE. NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE IDADE E PESSOAS SENSÍVEIS A ESSE TIPO DE LEITURA. LEIA COM RESPONSABILIDADE. 
Alguns relacionamentos são sustentados apenas pelo fato de que as vezes é mais fácil fingir, transar e ir dormir juntos do que desmoronar sua vida já construída.

Era assim que funcionava comigo e Marla. Nos conhecemos em um bar, transamos a noite toda, e ela nunca mais foi embora. E é por causa dela que eu vou morrer. 

Eu disse que ela nunca foi embora, mas é mais para nunca mais saiu. Fiquei surpreso quando acordei de manhã e ela ainda estava lá. Geralmente vão embora no meio da noite sem fazer barulho. Creio que eu não seja o "homem ideal" de ninguém, estou mais para "ideal no momento". E isso depois de vários drinks.

Dei de ombros e deixei ela dormir mais um pouco, achando que quando eu voltasse do trabalho a noite, ela já teria ido embora. Não. Voltei para casa e Marla estava lá, só me olhando com uma cara de "onde diabos você estava?"

Foi aí que percebi que havia algo de muito errado com ela. 

Eu jantei em silêncio, ela só me olhava, olhos arregalados, sem piscar. Seu olhar me fazia sentir como se insetos rastejassem por debaixo da minha pele.

Queria ela fora de lá; mas era fraco demais para falar isso. Naquela noite acabamos transando de novo. Quando o sol nasceu e eu ainda estava dentro dela, a realidade caiu sobre mim e me senti enojado comigo mesmo. Como alguém podia ser tão fraco? 

Prometo que daria um jeito dela sair de lá quando voltasse do trabalho no dia seguinte. 

Mas, claro, quando voltei, ela ainda estava lá. Estava deitada na cama, TV ligada, e fedia como se não tivesse tomasse banho a três dias. 

Ela nem sequer tirou os olhos da TV quando entrei. Nem me importei em pedir que fosse embora; sabia que só faria me ignorar. 

Era aquele tipo de relação onde você só tem a outra pessoa porque é melhor do que bater uma no final do dia. Nós não conversávamos, não tínhamos uma conexão, era só sexo. 

Transamos na mesa de jantar, no chão do banheiro, na bancada da cozinha. Aonde tivesse espaço, nós trepamos. Nosso sexo começou a ficar violento, foi aí que comecei a notar as poças. 

Cheguei do trabalho e lá estava; uma poça no meio da sala. Não conseguia distinguir o que era, mais cheirava a abacaxi podre. 

Eu estava cansado demais para limpar, falei para Marla dar um jeito naquilo para variar. Brigamos por causa disso, transamos por causa disso e depois dormimos. Como sempre. 
No dia seguinte havia outra poça. 

As coisas continuaram desse jeito por um tempo, todo dia uma nova briga, uma nova transa, uma nova poça. Comecei a despejar água sanitária nelas e arrastar com o rodo para o jardim, mas a casa ainda estava um lixo. Eu tinha pesadelos em quais eu me afogava nessas poças que fediam a abacaxi podre. 

Então tudo começou a dar errado. Uma noite, enquanto eu estava dentro de Marla, ouvi-a sussurrando no meu ouvido.

"Me queime."

"O que?" Eu quase gritei.

"Me queime."

Procurei nos bolsos da minha calça e peguei meu isqueiro, acendendo-o a um centímetro de sua pele.

"Assim?"

Olhei para ela procurando aprovação, mas ela apenas me encarou, seus grandes olhos negros nem piscavam.

"Não só me machuque," sibilou, "me queime".

Movi o isqueiro para mais perto e vi como sua pele começou a derreter como cera.

"Mais." 
Ela sussurrou.

"M-mais?"

"Mais." Ela olhou para a garrafa de Everclear que ficava em cima da geladeira.

"M-Marla, acho melhor a gente não..."

"MAIS!" Ela gritou na minha cara e eu caí da cama e corri para a geladeira para pegar a garrafa.

Eu derramei um pouco em seu braço, mas derramei bastante na cama também, pois minhas mãos tremiam violentamente.

Eu segurei o isqueiro perto da sua pele e-

"MERDA!"

Eu bati com as costas no chão quando uma coluna de fogo se acendeu e as chamas lamberam o teto do quarto. Marla apenas ficou lá deitada gemendo de um jeito que eu nunca ouvira ela gemer antes. 

Eu corri para a cozinha e arranquei de baixo da pia o mini extintor de incêndio, rezando que ainda funcionasse. 

Esvaziei-o todo até que o fogo finalmente se extinguiu. O braço de Marla era uma mistura de ossos queimados e carne derretida.

"Bom trabalho." Sussurrou.

Parecia bastante satisfeita comigo quando subi de volta para a cama com minhas pernas ainda bambas. 

"Daniel?" 
Falou baixinho.

"Sim, Marla?"

"Me queime mais".

"A-amanhã... Só m-me deixe dormir".

"Você promete?"

"S-sim... Eu pro-prometo..." 

Mas quebrei minha promessa. Quando sai do trabalho no dia seguinte, fui direto para um hotel. Eu nem sequer queria olhar para Marla, e tinha certeza que ela estaria lá me esperando quando eu chegasse. 

Naquela noite, tive que tomar duas garrafas de uísque do minibar para começar a ficar sonolento. Só por volta das três da manhã que comecei a cair no sono. E então ouvi a voz. 

"Me queima, Daniel".

Me sentei em um pulo. Sabia que tinha apenas imaginado sua voz, mas tive o sentimento repentino de que eu não estava sozinha no quarto.

E então senti o cheiro. Abacaxi apodrecido. 

"O-onde você está?" Sussurrei na escuridão.

"Você sabe onde eu estou, Daniel".

"E-eu só quero ir para ca-casa" Implorei.

"Eu também. Mas preciso que você me queime antes".

Não havia o que fazer além do que eu já sabia que teria que fazer. Levantei, me vesti e dirigi para casa.

Estacionei na estrada de carros, e tirei do porta-malas um galão pequeno de gasolina que eu levava comigo em caso de emergências. 

Entrei no quarto e esvaziei-o em cima de Marla, junto com a garrafa de Everclear. Ela não se mexeu, apenas olhava para mim, parecendo satisfeita consigo mesma. Então eu fui até gaveta da cozinha para pegar os fósforos. De jeito nenhum eu me aproximaria dela com meu isqueiro. 

Soltei o fósforo e a cama explodiu em chamas, transformando todo o quarto em um brilhante inferno laranja.

"Obrigada." Marla gemeu enquanto queimava. 

"Me desculpe, Marla". Falei. "Na primeira noite em que nos conhecemos... Eu nunca tinha sufocado alguém durante o sexo antes. Eu não pretendia fazer tão forte. Eu não queria ter te matado." 

"Eu sei."  Marla falou arrastadamente enquanto seu rosto derretia, e as larvas surgiram nas chamas espinhas enormes cheias de pus. 

"Eu só preciso de mais uma coisa antes de deixá-lo em paz, Daniel".

"Si-sim, Marla?"

Achei ver até um pequeno indicio de um sorriso em seu rosto deformado. 

"Queime comigo."